




http://www.newyorker.com/online/blogs/books/2011/10/tomas-transtromer-nobel-prize.html
Recuperação
O silencio mostrou-se como um lenitivo.
Fico só, lambendo minhas feridas
Em companhia da natureza que me refugia.
Meu olhar distante procura certo alento
Nas flores, no voo das aves, no sol,
No rio que segue sempre, no vento...
Uma névoa ensombrou meu ideal.
Sonhos perdidos,o coração despreparado
Para o sofrimento e o desamor.
Não sei como reagir nem mesmo pensar.
Preciso de solidão e calmaria,
Gerada dentro da alma e não fora,
Em becos e ruas sem saída.
Sofro e ninguém pressente minha dor
Espero, em meu tempo de esplim...
Retorno quando me achar
E souber o que fazer de mim.
- Helena Frontini -














Pinturas que parecem formas de vida coloridas ou cidades futuristas que se expandem e se retraem flutuando no espaço. O Caos que se reordena, a ordem que se desconstroi. Formas geométricas que parecem explodir.
Abstrato, expressionista, surreal. As formas quebradas, dobradas, espiraladas, que se unem e se separam. Embriaguez para a retina.
Sobre como tornar visual o metafísico, a dualidade, a concepção do cosmos. Eis a obra de Vernon.
Oliver Vernon nasceu em Nova York em 1972. Recebeu seu BFA pela Parsons School of Design em 1995, e atualmente vive e trabalha no Brooklyn. Ele já expôs seu trabalho em cidades de todo os Estados Unidos e internacionalmente. Seu trabalho faz parte de inúmeras coleções, incluindo o Museu Metropolitano de Arte. Oliver Vernon se vale de uma gama variada de influências, desde o expressionismo abstrato, para postar surrealismo pop e do acabamento polido do realismo figurativo.
Formalmente, seu trabalho é sobre a desconstrução e, portanto, a necessária reconstrução do espaço visual. A partir desta dicotomia central, deriva muitos outros: lógica / ilógica / físico / metafísico / prisão / libertação. Suas pinturas vem até nós talvez, como snapshots detalhadas dos poucos milissegundos primordiais quando o modelo do universo estava sendo esculpido dos espasmos finais do caos. Neste sentido, vale tudo. Cada pintura tem o seu próprio conjunto de regras, ou melhor, as regras estão a ser dobrado, quebrado e, finalmente, formado dentro de cada pintura. Cor, forma, energia, arquitetura, o bom, o mal, a carne e a máquina estão à espreita, nunca como entidades físicas, mas como arquétipos transitórios em busca de seus lugares finais no âmbito do cosmos.
Além desta visão macro, o trabalho de Oliver pode ser visto no nível micro também. Podemos ver suas pinturas como representações de como a mente é formada a partir de uma base de pensamento, a razão e a estética, e como essas entidades estão simultaneamente em desacordo e interligadas. ![]()